Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Juntando pormenores
A juntar pedaços com entremeio e tiras de trapilho
*
Pormenores
* *
"Na vida não importa saber se estou ao lado de Deus.
O que importa realmente é saber se Deus está ou não ao meu lado."
Citação de Abraham Lincoln
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BrancaLisboa
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Segunda-feira, Maio 07, 2012
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Trapilho
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
Minha almofada
Eu disse que voltava e aqui estou eu.
Tem algum tempo que venho a juntar pedaços de tecidos acolchoados, que vem a acondicionar embalagens durante os transportes.
São tecidos quase todos de cores muito claras, brancos, cremes e azuis suaves.
Alguns desses acolchoados separo os tecidos, dos dracalons (enchimento sintético em placas), das espumas e de uns outros forros muito fininhos, também sintéticos, que não sei dizer o nome, sei que se forram sapatos, malas e outras coisas com isso.
Para mim é uma pena jogar tudo isso no lixo por várias razões. Então, eu guardo e tento dar alguma utilidade a tudo a pouco e pouco.
Comecei por juntar algumas placas acolchoadas, sem as separar e fiz o enchimento para a almofada da minha cadeira "de trabalho".
Tirei algumas fotos, com o telemóvel, que não estão nada apresentáveis, mas sigo aquela máxima "quem não tem cão... caça com gato", contudo, penso que dá para dar uma ideia do resultado.
Ora vejam.
Placas acolchoadas cortadas
para o enchimento da almofada Tampo da almofada já finalizada
Tem algum tempo que venho a juntar pedaços de tecidos acolchoados, que vem a acondicionar embalagens durante os transportes.
São tecidos quase todos de cores muito claras, brancos, cremes e azuis suaves.
Alguns desses acolchoados separo os tecidos, dos dracalons (enchimento sintético em placas), das espumas e de uns outros forros muito fininhos, também sintéticos, que não sei dizer o nome, sei que se forram sapatos, malas e outras coisas com isso.
Para mim é uma pena jogar tudo isso no lixo por várias razões. Então, eu guardo e tento dar alguma utilidade a tudo a pouco e pouco.
Comecei por juntar algumas placas acolchoadas, sem as separar e fiz o enchimento para a almofada da minha cadeira "de trabalho".
Tirei algumas fotos, com o telemóvel, que não estão nada apresentáveis, mas sigo aquela máxima "quem não tem cão... caça com gato", contudo, penso que dá para dar uma ideia do resultado.
Ora vejam.
Placas acolchoadas cortadas
para o enchimento da almofada Tampo da almofada já finalizada
Almofada finalizada, feita de pernas de calças com o vivo também de tecido
de roupa já descartada.
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BrancaLisboa
em
Sexta-feira, Maio 04, 2012
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Almofada,
Reciclagem
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Mais tapetes de trapilho
Hoje andei na rebuscagem de fotos no telemóvel.
Encontrei algumas que já estavam esquecidas, entre elas,
estava esta de um tapete que terminei o mês passado para o meu quarto.
A fotografa é ruim e a captar com telemóvel....
ficam pouco legíveis as imagens, mas é o que tenho neste momento.
Gostei da combinação de cores e do desenho.
*
Acabei um outro que vai ficar na sala de estar e que na foto parece pequeno.
Ele acompanha toda a largura do sofá de 3 lugares.
A foto foi tirada aqui na casa de Lisboa,
mas ele vai para a outra casa lá do interior, por isso não se vêem os sofás...rsrsr
Mais logo volto, para mostrar mais umas coizitas.
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Terça-feira, 17 de Abril de 2012
Achei lindo
O Artesanato faz parte de mim e da minha vida.
Desde muito pequena que tenho gosto por fazer pequenas coisas. Sou uma autodidacta naquilo que faço e o pouco que aprendi com professores não o coloquei em prática.
Aprendi durante um ano a trabalhar com ourivesaria em estanho, que amei pois pude dar largas às possibilidades que a maleabilidade do estanho nos ´dá. Não continuei porque ganhei alergia aos produtos químicos usados para trabalhar com a solda. Mas gostei muito do trabalho. Nessa altura fui convidada para trabalhar com a prata, mas não me achei com capacidade para tal.
Nesse mesmo ano iniciei também a pintura em chacota de azulejo, com uma professora que foi pintora da fabrica de azulejos Sant'Anna, que por sinal, fica aqui próximo de casa. Foi uma das coisas que mais gostei de fazer mas que nessa altura não tive possibilidades de continuar por motivos familiares e logísticos.
Todo o resto que fiz e faço aprendi por mim própria.
Passo muito tempo, net fora, admirando trabalhos de outros.
Dou muito valor ao trabalho de outros, talvez por saber entender o trabalho que as coisas dão para se efectuarem, por também fazer algumas coisas.
Hoje estava a ver um blogue do qual sou seguidora há um tempinho, o Calma que estou com pressa quando dei conta estava no Flick a ver as fotos de outra artesã, esta espanhola. "Sisquei" de um lado "sisquei" do outro até encontrar o blogue dela.
O sentido de belo é diferente de pessoa para pessoa, aquilo que eu gosto e acho belo, outros podem não o sentir assim.
Fico por aqui, já dei a conhecer mais um pouquinho de mim e de outros, volto outra hora.
Tudo de bom para todos, sejam felizes e façam alguém feliz, por minha parte eu estou tentando isso.
Desde muito pequena que tenho gosto por fazer pequenas coisas. Sou uma autodidacta naquilo que faço e o pouco que aprendi com professores não o coloquei em prática.
Aprendi durante um ano a trabalhar com ourivesaria em estanho, que amei pois pude dar largas às possibilidades que a maleabilidade do estanho nos ´dá. Não continuei porque ganhei alergia aos produtos químicos usados para trabalhar com a solda. Mas gostei muito do trabalho. Nessa altura fui convidada para trabalhar com a prata, mas não me achei com capacidade para tal.
Nesse mesmo ano iniciei também a pintura em chacota de azulejo, com uma professora que foi pintora da fabrica de azulejos Sant'Anna, que por sinal, fica aqui próximo de casa. Foi uma das coisas que mais gostei de fazer mas que nessa altura não tive possibilidades de continuar por motivos familiares e logísticos.
Todo o resto que fiz e faço aprendi por mim própria.
Passo muito tempo, net fora, admirando trabalhos de outros.
Dou muito valor ao trabalho de outros, talvez por saber entender o trabalho que as coisas dão para se efectuarem, por também fazer algumas coisas.
Hoje estava a ver um blogue do qual sou seguidora há um tempinho, o Calma que estou com pressa quando dei conta estava no Flick a ver as fotos de outra artesã, esta espanhola. "Sisquei" de um lado "sisquei" do outro até encontrar o blogue dela.
![]() |
| http://fabicontusmanos.blogspot.pt/2012/03/combinacion-de-zentangle-y-arcilla.html |
Bem!.... fiquei encantada com tanta coisa linda que por lá vi e resolvi deixar aqui a ligação para poderem conhecer este cantinho que achei lindo.
O endereço acompanha a foto na legenda
Fico por aqui, já dei a conhecer mais um pouquinho de mim e de outros, volto outra hora.
Tudo de bom para todos, sejam felizes e façam alguém feliz, por minha parte eu estou tentando isso.
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BrancaLisboa
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Terça-feira, Abril 17, 2012
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Domingo, 15 de Abril de 2012
Os cheiros ficam na nossa memória
Na continuação do post anterior, deixo aqui alguns paragrafos que escrevi no trabalho que fiz e que talves tenha sido uma das melhores recordações que relembrei.
Penso que os cheiros que sentimos pela nossa vida fora, apesar de não serem palpáveis, são recordados com grande facilidade pelo nosso cérebro tanto os mais agradáveis como os menos agradáveis.
.....
"Lembro-me da existência de algumas fábricas, tais como a Cordoaria Nacional, situada na Junqueira, em frente ao belo Chafariz da Junqueira, de onde saíram, durante anos, as cordas, velas, tecidos para a alfaiataria e para Bandeiras da Marinha Portuguesa. O edifício hoje faz parte do Museu da Marinha e a sua construção foi determinada por decreto do Marquês de Pombal e provavelmente o seu traçado terá sido do arquitecto Reinaldo Manuel dos Santos na segunda metade do século XVIII
![]() |
| Estação da CARRIS em Stº Amaro Lisboa |
Já perto de Santo Amaro, ainda na Junqueira, estava a fábrica das bolachas “Aliança” e um pouco mais na frente, em Stº Amaro a Fábrica de chocolates “Regina” e que na minha memória olfactiva, ainda resta o aroma de bolacha e chocolate e não o gosto de bolachas e chocolates, porque eram coisas que se comia apenas em alguns dias de festa.
Ainda em Santo Amaro encontra-se ainda hoje, a estação de Stº Amaro onde eram guardados, reparados e até montados os carros eléctricos da Companhia Carris de Lisboa.
Entre o Largo do Calvário e em Alcântara ficava uma fábrica de sabão e uma de adubos. Ao passarmos por esses lugares, todo o cheiro que se tinha sentido nas fábricas das bolachas e dos chocolates era ocupado pelo mau cheiro que essas fábricas exalavam. Estas duas fábricas poluíam bastante o ambiente circundante e certamente terá sido uma das razões pelas quais se deslocaram para fora de Lisboa."
Clementina
Abril/2012
.....
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
O meu triciclo azul
Hoje sem querer, voltei à minha infância de quando nas ruas brincava de roda ou de triciclo.
Numa bela tarde de sol de Primavera ou de Verão, não me recordo, andava eu a dar a volta ao bairro, ou seja ao quarteirão, no meu triciclo de banco madeira pintada de azul, que o Menino Jesus me tinha deixado na chaminé, quando eu tinha quatro anos.
Esse triciclo azul que um dia carreguei debaixo do braço, para fugir do polícia que a brincar, me inquiria ao voltar da esquina com sua voz séria de autoridade:
- O que anda a menina a fazer sozinha, a esta hora na rua?
Acho que não voltei mais à rua com esse velocípede, pois não entendi que a pergunta do polícia era de brincadeira. Entrei em casa cansada, ofegante e lavada em lágrimas. O triciclo arrumadinho ficou atrás da porta do quarto do meio, esse triciclo que ainda recordo, nunca mais de lá saiu para brincar na rua.
Mas a brincar de roda ou às escondidas eu continuei com os meninos e meninas da minha idade nos largos passeios de então.
Os passeios largos calcetados de pedra branca eram largos e a estrada de paralelepípedos de basalto preto .Os carros que por lá passavam eram poucos e estacionados menos ainda, lembro-me apenas de quatro carros pertencentes aos vizinhos que tinham negócio próprio.
O do senhor Rogério que tinha uma drogaria, o do senhor Lopes que também era droguista aqui no bairro, o do senhor Mendes que era dono de uma fábrica de fechos de correr e o outro era a furgoneta cinzenta escura, do senhor Varela que para arrancar, o baixinho, subia em cima da manivela que ligava ao motor e com os pés forçava-a para que o motor arrancasse e pudesse então sair e fazer a distribuição e venda dos produtos de mercearia.
O Varela distribuía tudo ou quase tudo que as mercearias então vendiam. Uma das coisas que vendia era a Farinha Amparo, que dava prémios na troca de umas quantas embalagens vazias. Lembro de ter ganho uma boneca de Papelão quase tão grande como eu. Foi a boneca maior que tive e que muito bem a tratei durante vários anos. Lembro-me vagamente do vestido que minha mãe lhe fez, porque eu ainda não sabia como se fazia.
A minha prima Isabel, mais velha do que eu dois anos e muito mais desinibida do que eu, pois eu era muito envergonhada e chorona, deixa eu dizer isso, para que ela não o diga, também teve uma boneca igual à minha.
Ainda me lembro do tanque de lavar roupa, que ficava ao cimo das escadas íngremes de cimento, onde ela um dia decidiu dar banho à boneca. Coitada da boneca só tomou um banho na vida. O cartão inchou e se desfez na água do banho e lá foi ela, desfez-se para nunca mais voltar aos braços da sua amiga e dona que deve ter chorado baba e ranho sem tamanho.
O PRA que terminei ontem, fez-me recordar algumas vivencias desde menina, este texto não fez parte desse PRA, mas estes factos foram nele lembrados também.
Recordar é viver e foi isso que acabei de fazer.
Meu abraço fraterno
Clementina Gaspar
13 de Abril de 2012
Numa bela tarde de sol de Primavera ou de Verão, não me recordo, andava eu a dar a volta ao bairro, ou seja ao quarteirão, no meu triciclo de banco madeira pintada de azul, que o Menino Jesus me tinha deixado na chaminé, quando eu tinha quatro anos.
Esse triciclo azul que um dia carreguei debaixo do braço, para fugir do polícia que a brincar, me inquiria ao voltar da esquina com sua voz séria de autoridade:
- O que anda a menina a fazer sozinha, a esta hora na rua?
Acho que não voltei mais à rua com esse velocípede, pois não entendi que a pergunta do polícia era de brincadeira. Entrei em casa cansada, ofegante e lavada em lágrimas. O triciclo arrumadinho ficou atrás da porta do quarto do meio, esse triciclo que ainda recordo, nunca mais de lá saiu para brincar na rua.
Mas a brincar de roda ou às escondidas eu continuei com os meninos e meninas da minha idade nos largos passeios de então.
Os passeios largos calcetados de pedra branca eram largos e a estrada de paralelepípedos de basalto preto .Os carros que por lá passavam eram poucos e estacionados menos ainda, lembro-me apenas de quatro carros pertencentes aos vizinhos que tinham negócio próprio.
O do senhor Rogério que tinha uma drogaria, o do senhor Lopes que também era droguista aqui no bairro, o do senhor Mendes que era dono de uma fábrica de fechos de correr e o outro era a furgoneta cinzenta escura, do senhor Varela que para arrancar, o baixinho, subia em cima da manivela que ligava ao motor e com os pés forçava-a para que o motor arrancasse e pudesse então sair e fazer a distribuição e venda dos produtos de mercearia.
O Varela distribuía tudo ou quase tudo que as mercearias então vendiam. Uma das coisas que vendia era a Farinha Amparo, que dava prémios na troca de umas quantas embalagens vazias. Lembro de ter ganho uma boneca de Papelão quase tão grande como eu. Foi a boneca maior que tive e que muito bem a tratei durante vários anos. Lembro-me vagamente do vestido que minha mãe lhe fez, porque eu ainda não sabia como se fazia.
A minha prima Isabel, mais velha do que eu dois anos e muito mais desinibida do que eu, pois eu era muito envergonhada e chorona, deixa eu dizer isso, para que ela não o diga, também teve uma boneca igual à minha.
Ainda me lembro do tanque de lavar roupa, que ficava ao cimo das escadas íngremes de cimento, onde ela um dia decidiu dar banho à boneca. Coitada da boneca só tomou um banho na vida. O cartão inchou e se desfez na água do banho e lá foi ela, desfez-se para nunca mais voltar aos braços da sua amiga e dona que deve ter chorado baba e ranho sem tamanho.
O PRA que terminei ontem, fez-me recordar algumas vivencias desde menina, este texto não fez parte desse PRA, mas estes factos foram nele lembrados também.
Recordar é viver e foi isso que acabei de fazer.
Meu abraço fraterno
Clementina Gaspar
13 de Abril de 2012
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