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sábado, 2 de junho de 2012

E.... o bichinho do artesanato, ficou adormecido.

Um pedaço do PRA que apresentei em Abril passado, onde falei como comecei a trabalhar em artesanato.
Hoje ando a montar bonecos com restos de panos, lãs, feltros e a recordar esses tempos atrasados.

"Como o salário do meu marido era pequeno, queria conseguir algo que fizesse em casa para assim complementar e poder contribuir nas despesas da casa.

Uma pessoa de família tinha nessa altura uma loja de roupas para cama e mesa. Um dia em que conversávamos ela deu-me a ideia de fazer umas pequenas bonequinhas de cheiro para serem usadas nos guarda-roupas.
Vim para casa, vasculhei sacos com restos de lãs, tecidos e consegui executar três cabeças de bonecas com alfazema. Quando as acabei fui deixá-las na loja da minha prima, para ver se as vendia. Passados alguns dias já tinham sido vendidas.
Recebi o dinheiro e fui comprar um novelo de lã, pedaços de renda e alguns centímetros de tecido. Fiz umas duas bonecas, muito simples, num modelo de que me lembrava de quando era menina e moça.
Elas tinham um chapéu e dentro dele eu acondicionava flores de alfazema junto com algodão que quando se apertava exalava um belo aroma.


Foi assim que comecei o meu trabalho de artesã a partir de sobras que havia em casa.


Trabalhei em artesanato durante uns doze anos, fazendo vários trabalhos em diversos materiais, tais como cetim, papel de parede, papel crepe e flores artificiais. Foi um trabalho que fiz com muito amor e carinho e que me vi obrigada a abandonar ao fim dos doze anos. "

 
E.... o bichinho ficou adormecido. Hoje, passados uns doze, treze anos esse bichinho está a ganhar asas de novo.
Será que chegará a ter asas para voar?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Aquela

Aquela que deixou de ser quem era
No interior guarda os sonhos por concretizar

Trocar sonhos por realidades é frustração guardada
Com suas mãos ela disfarça a perda acontecida
Em prol duma paz exterior
Monta ponto sobre ponto, pedaço sobre pedaço
Tanto constrói como destrói


MariaGasparAbril/2012


domingo, 15 de abril de 2012

Os cheiros ficam na nossa memória

Na continuação do post anterior, deixo aqui alguns paragrafos que escrevi no trabalho que fiz e que talves tenha sido uma das melhores recordações que relembrei.
Penso que os cheiros que sentimos pela nossa vida fora, apesar de não serem palpáveis, são recordados com grande facilidade pelo nosso cérebro tanto os mais agradáveis como os menos agradáveis.
.....
"Lembro-me da existência de algumas fábricas, tais como a Cordoaria Nacional, situada na Junqueira, em frente ao belo Chafariz da Junqueira, de onde saíram, durante anos, as cordas, velas, tecidos para a alfaiataria e para Bandeiras da Marinha Portuguesa. O edifício hoje faz parte do Museu da Marinha e a sua construção foi determinada por decreto do Marquês de Pombal e provavelmente o seu traçado terá sido do arquitecto Reinaldo Manuel dos Santos na segunda metade do século XVIII
Estação da CARRIS em Stº Amaro Lisboa
Já perto de Santo Amaro, ainda na Junqueira, estava a fábrica das bolachas “Aliança” e um pouco mais na frente, em Stº Amaro a Fábrica de chocolates “Regina” e que na minha memória olfactiva, ainda resta o aroma de bolacha e chocolate e não o gosto de bolachas e chocolates, porque eram coisas que se comia apenas em alguns dias de festa.
Ainda em Santo Amaro encontra-se ainda hoje, a estação de Stº Amaro onde eram guardados, reparados e até montados os carros eléctricos da Companhia Carris de Lisboa.
Entre o Largo do Calvário e em Alcântara ficava uma fábrica de sabão e uma de adubos. Ao passarmos por esses lugares, todo o cheiro que se tinha sentido nas fábricas das bolachas e dos chocolates era ocupado pelo mau cheiro que essas fábricas exalavam. Estas duas fábricas poluíam bastante o ambiente circundante e certamente terá sido uma das razões pelas quais se deslocaram para fora de Lisboa."

Clementina
Abril/2012
.....

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O meu triciclo azul

Hoje sem querer, voltei à minha infância de quando nas ruas brincava de roda ou de triciclo.

Numa bela tarde de sol de Primavera ou de Verão, não me recordo, andava eu a dar a volta ao bairro, ou seja ao quarteirão, no meu triciclo de banco madeira pintada de azul, que o Menino Jesus me tinha deixado na chaminé, quando eu tinha quatro anos.

Esse triciclo azul que um dia carreguei debaixo do braço, para fugir do polícia que a brincar, me inquiria ao voltar da esquina com sua voz séria de autoridade:

- O que anda a menina a fazer sozinha, a esta hora na rua?

Acho que não voltei mais à rua com esse velocípede, pois não entendi que a pergunta do polícia era de brincadeira. Entrei em casa cansada, ofegante e lavada em lágrimas. O triciclo arrumadinho ficou atrás da porta do quarto do meio, esse triciclo que ainda recordo, nunca mais de lá saiu para brincar na rua.

Mas a brincar de roda ou às escondidas eu continuei com os meninos e meninas da minha idade nos largos passeios de então.

Os passeios largos calcetados de pedra branca eram largos e a estrada de paralelepípedos de basalto preto .Os carros que por lá passavam eram poucos e estacionados menos ainda, lembro-me apenas de quatro carros pertencentes aos vizinhos que tinham negócio próprio.

O do senhor Rogério que tinha uma drogaria, o do senhor Lopes que também era droguista aqui no bairro, o do senhor Mendes que era dono de uma fábrica de fechos de correr e o outro era a furgoneta cinzenta escura, do senhor Varela que para arrancar, o baixinho, subia em cima da manivela que ligava ao motor e com os pés forçava-a para que o motor arrancasse e pudesse então sair e fazer a distribuição e venda dos produtos de mercearia.

O Varela distribuía tudo ou quase tudo que as mercearias então vendiam. Uma das coisas que vendia era a Farinha Amparo, que dava prémios na troca de umas quantas embalagens vazias. Lembro de ter ganho uma boneca de Papelão quase tão grande como eu. Foi a boneca maior que tive e que muito bem a tratei durante vários anos. Lembro-me vagamente do vestido que minha mãe lhe fez, porque eu ainda não sabia como se fazia.

A minha prima Isabel, mais velha do que eu dois anos e muito mais desinibida do que eu, pois eu era muito envergonhada e chorona, deixa eu dizer isso, para que ela não o diga, também teve uma boneca igual à minha.

Ainda me lembro do tanque de lavar roupa, que ficava ao cimo das escadas íngremes de cimento, onde ela um dia decidiu dar banho à boneca. Coitada da boneca só tomou um banho na vida. O cartão inchou e se desfez na água do banho e lá foi ela, desfez-se para nunca mais voltar aos braços da sua amiga e dona que deve ter chorado baba e ranho sem tamanho.

O PRA que terminei ontem, fez-me recordar algumas vivencias desde menina, este texto não fez parte desse PRA, mas estes factos foram nele lembrados também.

Recordar é viver e foi isso que acabei de fazer.

Meu abraço fraterno

Clementina Gaspar

13 de Abril de 2012

Olá


Foto via google


Olá,
Hoje completei mais uma etapa na minha vida.
Não foi começada por iniciativa própria, mas assim mesmo decorreu razoavelmente.
Com alguns altos e baixos e a ajuda das formadoras cheguei ao fim.
Quero agora vir a entender, um dia, quais os ganhos profissionais que irei usufruir.
Até breve

quinta-feira, 22 de março de 2012

Não ensinar ao filho a trabalhar .....

Bom dia!

Jardim de Belém
Tirada da net

Por aqui manhã cheia de Sol já com aquele cheirinho de Primavera.

Acabei de ligar o computador.
A primeira coisa que sempre faço é abrir o mail para saber se chegou alguma "novidade".
De Setembro para cá tenho andado sem tempo para fazer aquilo que gosto, que são os trabalhos manuais. Assim mesmo, ainda fiz umas coisinhas pequenas nos intervalos, pois não consigo estar muito tempo sem pôr a minha imaginação produtiva a funcionar. A Clara diz que eu sou "hiperativa". Serei? penso que não. Apenas não sei estar parada a olhar o tecto, a televisão ou mesmo as estrelinhas que brilham no céu.
Isto acontece porque eu nunca vi os meus pais parados a ver passar a vida a correr, sempre tinham que estar também ocupados.
Certa tarde de muito calor, naquela hora de calor tórrido que está tudo em casa a "giboiar" (fazer cesta) ou nos seus trabalhos. Eu estava à porta do Mercadinho, que então tínhamos em Candeeias-Recife, sentada num banquinho a fazer croché, para ocupar o intervalo de calmaria da hora do almoço. Chega-se um senhor que passava pela calçada, interpela-me e diz:
- Muito bem! ocupando a mente a fazer croché é bom. Porque enquanto conta um, dois, três, para a direita para esquerda, sua cabeça não pensa em coisas negativas, nem na vida do vizinho.
Será por isso que gosto de ter as mãos ocupadas para a cabeça não pensar naquilo que não deve?
E tudo isto surgiu hoje, ao abrir um mail e ler o seguinte pensamento:

Não ensinar ao filho a trabalhar é como ensinar-lhe a roubar.
(Provérbio Italiano)

Ensinar um filho a trabalhar desde tenra idade, isto é, ensinar-lhe a fazer pequenas coisas de acordo com a sua idade, como seja vestir-se, fazer a cama, arrumar seus brinquedos, pôr a mesa para as refeições, aprender a limpar o que suja, fazer o seu lanchinho, etc.... tudo sem grandes esforços para além da sua idade.
Para além de os ensinarmos a serem  independentes com as suas tarefas, estamos a fazer com que eles saibam desde cedo, que trabalhar faz parte de toda a nossa vida.
Estas pequenas coisas são trabalho infantil não se confunda com trabalho de exploração infantil, isso não.
Exploração infantil é dar trabalhos de adultos a crianças e pagar-lhes como criança, para além de não terem tempo para fazerem as suas brincadeiras de criança na idade certa.
Nós, os adultos, temos que saber transmitir, a necessidade de trabalhar para se conseguir alcançar os bens materias que desejamos.

A todos um bom dia.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Recebi por mail há uns dias mas só hoje li.
Achei interessante divulgar esta crónica de Mia Couto que acho nos transmite  bem a actualidade.



Um Dia Isto Tinha Que Acontecer, por Mia Couto


Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Texto de autoria de Mia Couto

domingo, 1 de agosto de 2010

"Vozes de animais"

Olá amigos, boa tarde.

Hoje voltei atrás no tempo.
Em conversa após o almoço, um velho poema, veio às nossas lembranças.
Fui pesquisar e encontrei as duas páginas digitalizadas, do livro de leitura da 3ª classe, no blogue :

http://santa-nostalgia.blogspot.com/2009/05/vozes-de-animais-viagens-pelos-livros.html

Há quanto tempo procurava esta "Vozes de animais".
Recordar é viver !

Meu abraço

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Oliveira do meu quintal

Raízes agarradas na profundidade
Sustentas tronco largo irregular,
Denunciando séculos que por ti passaram.
Foste abanada, varejada e até serrada
Se choraste, não te ouviram
Teus frutos, dás a quem os apanhe.
Pisados e bem apertados dão o óleo que casas e templos Iluminam.
Dás alimento a quem trabalha
Das sementes e dos ramos outras filhas brotarão
És lenha para aquecer o lar e o coração
Tantos contos terás para contar
A quem à tua sombra se sentar.
Nos teus ramos quantos passarinhos pousam, cantam e seus filhotes criam
Hoje estás despida das tuas folhas para mais tarde te engalanares e teu ciclo continuares.
Dizem que és a árvore do meu dia
Que para ti agora olho Oliveira e quero aceitar a paz que transmites
No silêncio dos dias que passam correndo, sem por eles se dar conta
Eu irei e tu ficarás, para mais histórias ouvires e contares a outros, que se seguirão.
Séculos e Séculos de resistência sem guerras, para exemplo dares ao Homem
Que teima em não aprender a lição.

Pensando em 09 Fevereiro de 2010
(Clementina Gaspar)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

- Porque foi assim?

Até ao infinito meus pés arrastarei
incomodada sigo cansada, galgando por montes e vales,
debaixo de nuvens escuras que carregam os sonhos perdidos,
de uma vida passada na esperança e com a esperança desfeita,
o vazio incomodo que teima em ficar.
Sento-me na pedra fria, minha alma gela e pára.
Pára para não continuar a perguntar:
- Porque foi assim?

(divagando 08/02/2010 Clementina Gaspar)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Nevou e minha alma se alegrou

Mais uma voltinha na cama quente, no fim de noite mal dormida porque me cheirava a fumo de lareira, ideia que me ficou por estar todo o dia, a deitar lenha na fogueira, porque o frio se fazia sentir dentro e fora de casa.
A porta do quarto se abriu e o meu marido falou:
-Nem te passa pela cabeça o que está a acontecer!
Dizia-me ele à porta do quarto, quando eu ainda me enrolava mais um pouco nos cobertores da cama quentinha.
E... eu respondi:
- Está a nevar certamente!
Abri o estore, a janela deixei fechada, porque o frio se fazia sentir desde sexta-feira quando ali chegámos e sabia que não devia abri-la.
Na manhã de céu escuro, a ventania soprava farrapinhos brancos, como se de algodão se trata-se.
Branca e leve e que frio que fazia que nem fogueira acesa aquecia.
Caía um pouco e parava, voltava a cair mas teimava em água se desfazer quando ao chão chegava.
Pela terceira vez vi nevar e na minha memória vou guardar, tão lindo espectáculo.
Este fim-de-semana de Janeiro/2010 foi assim, muito frio e com neve à mistura.

Boa semana e espero que as temperaturas subam um pouco.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A nossa lingua portuguesa...

Não resisto em não deixar aqui este texto, que já vagueia há muito pela internet, muitos já conhecem mas assim mesmo aqui fica

Um homem chega ao restaurante, senta-se e, acenando com o braço, diz:
- Faz favor: frango frito, favas, farinheira...
- Acompanhado com quê?
- Feijão.
- Deseja beber alguma coisa?
- Fanta fresca.
- Um pãozinho antes da refeição?
- Fatias fininhas.
O empregado anota o pedido, já meio intrigado: "o tipo fala tudo com F's!"

Depois do homem terminar a refeição, o empregado pergunta-lhe:
- Vai querer sobremesa?
- Fruta.
- Tem alguma preferência?
- Figos.
Depois da sobremesa, o empregado:
- Deseja um café?
- Forte. Fervendo.

Quando o cliente termina o café:
- Então, como estava o cafézinho?
- Frio, fraco. Faltou filtrar formiguinha flutuando.
Aí o empregado pensa: "Vamos ver até aonde é que ele vai".
- Como é que o senhor se chama?

- Fernando Fagundes Faria Filho.
- De onde vem?
- Faro.
- Trabalha?
- Fui ferreiro.
- Deixou o emprego?
- Fui forçado.
- Por quê?
- Faltou ferro.
- E o que é que fazia?
- Ferrolhos, ferraduras, facas... ferragens.

- Tem um clube favorito?
- Fui Famalicense.
- E deixou de ser porquê?
- Futebol feio , farta.
- Qual é o seu clube, agora?
- Farense.
- O senhor é casado?
- Fui.
- E sua esposa?
- Faleceu.
- De quê?

- Foram furúnculos, frieiras... ficou fraquinha... finou-se.
O empregado de mesa perde a calma:
- Olhe! Se você disser mais 10 palavras começadas com a letra F... não
paga a conta. Pronto!
- Formidável, fantástico. Foi fácil ficar freguês falando frases fixes.

O homem levanta-se e dirige-se para a saída, enquanto o empregado ainda lança:
- Espere aí! Ainda falta uma!
O homem responde, sem se virar:
- Faltava.


Votos de bom fim-de-semana

sábado, 28 de novembro de 2009

Confusão....

Esquecer, alienar-me ou tentar não preocupar
Olhar no vazio e pouco vislumbrar
Nevoa que paira e a indecisão que permanece...
Calada sem comentar andando sem parar
Com pegadas marcando nos dias que passam sem marcas deixar.
Um pé na frente do outro, andando assim até caminhos completar.
Confusão, preocupação, precaução ou será apenas sujestão?
Coração apertado, que seguro entre as mãos, que estremessem inseguras.
Deitar, dormir, sonhar, esquecer e tentar acordar sem nada recordar.

Boa noite e sejam felizes,

Clementina Gaspar/28/11/2009