sexta-feira, 16 de março de 2012

Sobre a Carambola

No passado Domingo, um médico brasileiro durante um programa, que já não recordo qual, falava sobre a Carambola poder levar à morte, principalmente a pessoas que fossem portadoras de insuficiência renal.
Deixo aqui o endereço de um lugar que podem visitar e tomar conhecimento sobre o uso da Carambola.
Quando cheguei no Brasil, a primeira casa onde morei tinha um pé de carambola e nessa altura estavam a amadurecer. Lembro que quando amaruceram apanhamos as frutas já bem madurinhas e comemos.
Eu era a única da casa que não conhecia esta fruta deliciosa, o resto dos familiares tinham vindo de Angola e já conheciam e me diziam que a fruta era muito agradável e gostosa.
Ficou sendo a minha fruta de eleição. Sempre descrevo que tem uma textura de talo de couve, com sabor de pêssego.
Poucas vezes a comi porque não era uma fruta que se comercializasse muito em Recife e quando aparecia era verde e cara.
Aqui em Portugal, em grandes superficíes já a vi à venda e sempre a preços altíssimos, mas também nunca a comprei.
Quando a fruta é seccionada tem um formato de estrela que nos cativa, assim como a cor e o brilho da polpa.
É uma fruta de facto muito bonita, apelativa e gostosa. Mas como quase tudo que é bonito....não presta ou faz mal.

Meu abraço fraterno e bom dia.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Casca de OVO

Qbateruando andamos a passear pela net, conseguimos algumas vezes encontrar coisas que não esperamos.
Foi o caso de hoje, que procurava aproveitamento de caixas de ovos e fui bater em aproveitamento de cascas de ovos.
Encontrei estas 10 dicas que deixo aqui.



CONFIRA A SEGUIR
DEZ DICAS INUSITADAS DESSA MARAVILHA DA NATUREZA!


1. Mosaico diferente

Se você gosta de fazer arte em casa, esmague cascas de ovos - antes lave-as e seque-as no forno - em pedacinhos pequenos e cole-os na tampa de uma caixa de madeira, formando um grande mosaico. Depois, é só colorir tudo com tinta plástica.




2. Decoração de festa

Que tal pintar ovos e recheá-los com confete de chocolate para dar como lembrança de Páscoa, aniversário, chá de bebê...? Fure uma das extremidades da casca com agulha e, com cuidado, abra uma pequena tampa na outra ponta. Assopre pelo buraco menor para que a clara e a gema saiam pela abertura do outro lado. Higienize o interior com água e sabão e seque a casca no forno. Daí é só preencher com os confetes, fechar a abertura com papel de seda e decorar com canetinha colorida, tinta, glitter...
3. Controle de pragas
Para impedir que lesmas e lagartas ataquem seus vasos, espalhe cascas de ovos esmagadas na terra, ao redor das plantinhas. O cálcio do invólucro do ovo mudará rapidamente o pH (índice de acidez) do solo, tornando-o menos ácido e afastando os bichinhos. Assim você evita o uso de pesticidas químicos!

4. Café menos ácido

Duas substâncias presentes nos grãos - o ácido clorogênico lactonas e o fenil indane - provocam acidez, que muitas vezes ataca estômagos mais sensíveis. Para neutralizá-la, use o pH alcalino da casca do ovo. Basta colocar uma casca (limpa) no filtro da cafeteira. A bebida não perde o sabor.



5. Abrasivo ecológico
Pense em quantas palhas de aço vão para o lixo diariamente e poluem o planeta. Pois cascas de ovos limpas e esmagadas substituem com eficiência esse produto na hora de limpar panelas e frigideiras. Basta colocar um punhado na esponja já ensaboada.


6. Sementeiras práticas

Se você gosta de ter à mão temperos frescos, experimente usar a casca de ovo como sementeira no seu jardim. Preencha metade de várias cascas com terra, coloque dentro a semente desejada e plante-as. Como as cascas são biodegradáveis (ao contrário dos potes plásticos), a muda fica em contato direto com o solo depois para crescer.


7. Terra superfértil!

A compostagem (decomposição de resíduos orgânicos, como restos de vegetais e legumes crus, que depois são transformados em nutrientes para a terra) é o método mais eficiente para reduzir o lixo doméstico. As cascas de ovos degeneram-se rapidamente numa pilha de compostagem, contribuindo com cálcio e outros minerais valiosos para o solo. Suas plantinhas ficarão mais fortes e bonitas!

 
8. Moldes para gelatina

Torne mágica a hora da sobremesa. Fure uma das extremidades da casca do ovo com agulha e, cuidadosamente, abra uma pequena abertura na outra ponta. Assopre o buraquinho menor para que a clara e a gema saiam do outro lado. Limpe o interior com água e sabão e seque a casca no forno. Agora preencha-a com o líquido da gelatina e feche o furinho menor com esparadrapo. Coloque o "recipiente" em pé na caixa de ovo e leve à geladeira para a gelatina endurecer. Retire o esparadrapo antes de servir (as crianças devem quebrar o "ovo" na hora de comer).


9. Lâminas afiadas

De tempos em tempos, triture algumas cascas de ovo (lave-as e coloque-as no forno para secar) no liquidificador. O atrito delas com as lâminas deixa o metal afiado. E não jogue fora o pó que se formou - guarde-o num vidro em temperatura ambiente. Rico em cálcio, ele pode ser misturado na farinha de bolos e pães (basta uma pitada) para complementar a necessidade do mineral na alimentação.



10. Alívio para picadas

Se você ou alguém da família passa o verão sofrendo com a alergia causada por picadas de mosquito, tenha sempre à mão esta receitinha natural, que alivia a vermelhidão e a coceira. Lave, seque e esmague a casca de ovo e deixe-a de molho por 2 dias num pequeno frasco de vinagre de maçã. Passe a solução na área afetada três ou mais vezes ao dia. Durante o molho no vinagre, forma-se o sal acetato de cálcio que, ao cristalizar, esquenta a pele trazendo sensação de conforto.


domingo, 11 de março de 2012

Colcha de retalhos

Já tinha postado esta colcha, mas apenas começada aqui
Já há algum tempo que a acabei, mas somente hoje me decidi tirar umas fotos, com o telemóvel.
Comprei apenas a barra azul, todo o resto foi aproveitamentos.
Não ficou com medida padrão, pois aproveitei todos os pedaços que tinha que já não eram tantos quanto desejava.
Todos os tecidos são novos, assim como o entremeio branco.
Qualquer dia completo com algumas almofadas.

sábado, 10 de março de 2012

Bases para copos

1 - Cestinha para as bases
2 - 6 bases para copos
Bases para copos com cestinha.
Feito em canudinhos de jornal e reforçado com linha de algodão.
Usei tinta do tipo aguarela, para dar a transparencia do jornal, cola e verniz cerâmico.
Cada base tem um desenho diferente fazendo lembrar trabalho de grades de ferro.
O modelo da cestinha fi-lo a partir de uns canudinhos que já tinha modelado em quadrado, acrescentando depois outras peças para formar a cestinha.
Deu-me muito gozo trabalhar estas peças. Gosto de fazer coisas que sejam da minha imaginação, não sou muito dada a cópias.
A foto não mostra bem a peça, mas não somos fotografas profissionais pelo que peço desculpa.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Moldura Branca







Moldura que executei para o JP.
Feita de caixa de papelão e coberta com canudinhos de jornal.
Foi a primeira que fiz de raiz.
Os carrinhos são nas cores do quartinho do JP e para não ficarem sós, juntei uma árvore com umas laranjinhas.
Pintada com tinta de artesanato (tinta branca)  e vernis ceramico.
As cores coloridas são tintas do tipo aguarela pois gosto de ver a transparencia do papel usado.
O fundo da moldura está forrado com feltro verde, para não riscar as superfícies onde ela for colocada.
Espero que gostem.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Recebi por mail há uns dias mas só hoje li.
Achei interessante divulgar esta crónica de Mia Couto que acho nos transmite  bem a actualidade.



Um Dia Isto Tinha Que Acontecer, por Mia Couto


Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Texto de autoria de Mia Couto

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Coisas que já fiz

Ando meio afastada do blogue como já devem ter reparado, mas não podemos ser santos em todos os altares. Com tantas tarefas diárias que tenho alguma fica para trás.
Há alguns dias, andando a dar umas voltinhas aqui em casa, reparei numas peças que já elaborei há bem uns quinze aninhos, quando ainda trabalhava por conta própria, a fazer umas coisinhas de artesanato, para ajudar meu marido nas despesas da casa.
Trabalhei com diversos materiais, desde lã, cetins, fitas, flores artificiais e tantos outros, até que cheguei ao fabrico de flores em papel crepe.
Foi com este papel que adaptei uns botões de flor, parecidos com os de rosas, mas meio estilizados. Então decorava com eles umas cestinhas feitas com paus de canela, que também era eu que as montava com a ajuda de cola quente.
Como já disse já lá vão vários anos e estão meio acabaditas, as flores com as cores desbotadas e a foto que foi tirada com o telemóvel ainda ficou muito menos favorecida.
Ora bem é aquilo que tenho para vos mostrar hoje com todo o meu carinho e recordação daquilo que já foi feito há alguns anos.
Cestinhas feitas em paus de canela, decoradas com flores de papel,
flores secas e ráfia