Raízes agarradas na profundidade
Sustentas tronco largo irregular,
Denunciando séculos que por ti passaram.
Foste abanada, varejada e até serrada
Se choraste, não te ouviram
Teus frutos, dás a quem os apanhe.
Pisados e bem apertados dão o óleo que casas e templos Iluminam.
Dás alimento a quem trabalha
Das sementes e dos ramos outras filhas brotarão
És lenha para aquecer o lar e o coração
Tantos contos terás para contar
A quem à tua sombra se sentar.
Nos teus ramos quantos passarinhos pousam, cantam e seus filhotes criam
Hoje estás despida das tuas folhas para mais tarde te engalanares e teu ciclo continuares.
Dizem que és a árvore do meu dia
Que para ti agora olho Oliveira e quero aceitar a paz que transmites
No silêncio dos dias que passam correndo, sem por eles se dar conta
Eu irei e tu ficarás, para mais histórias ouvires e contares a outros, que se seguirão.
Séculos e Séculos de resistência sem guerras, para exemplo dares ao Homem
Que teima em não aprender a lição.
Pensando em 09 Fevereiro de 2010
(Clementina Gaspar)